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sábado, 26 de dezembro de 2009

Inesquecivel Luciano Pavarotti

Zucchero & Pavarotti "Miserere"

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Tradução
Miserere, miserere,
Miserere, misero sou,
Porém brindo à vida!

Mas que mistério, é a minha vida,
Que mistério!
Sou um pecador do ano de
Oitenta mil
Um enganador
Mas onde estou e o que faço,
Como vivo?
Vivo na alma do mundo
Perdido vivendo intensamente!

Miserere misero sou,
Porém brindo a vida!

Eu sou o santo que te traiu
Quando estavas só
E vivo displicente e observo o mundo
La do céu,
E vejo mares e florestas,
Vejo a mim mesmo que....
Vivo na alma do mundo
Perdido vivendo intensamente!

Miserere misero sou,
Porém brindo a vida!

Se houver uma noite escura o suficiente
Para esconder-me, esconda-me
Se houver uma luz, uma esperança,
Sol magnífico que resplandece dentro de mim
De-me a graça da vida
Que ainda não tenho!
Miserere, miserere,
Aquela dádiva da vida que talvez
Ainda não tenha

Roberto Carlos Acústico

É Proibido Fumar

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Dicas de Higiene

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Alcatra Grelhada com Molho de Vinho Tinto

Ingredientes


1 peça de alcatra de aproximadamente1.3kg pesando

1 colher de sopa rasa de sal grosso para o Molho de vinhotinto

½ litro de vinho tinto suave

½ litro de suco de uva

1 colher de sopa de manteiga sem sal

1 cebola pequena descascada e picada miudinho

1 colher de sopa de farinha de trigo

1 colher de chá de ervas de Provence (uma mistura de alecrim, tomilho, louro e sálvia, secos e reduzidos um pó)

Modo de Preparar

Tempere apenas uma alcatra massageando uma carne com sal grosso em todos os lados. Depois leve à grelha previamente aquecida e com fogo forte durante 10 minutos decada lado a uma distância de 25 centímetros. Vire apenas uma vez. Para preparar o molho, coloque primeiro a manteiga para aquecer e refogue nela a cebola Picadinha. Acrescente a farinha de trigo e mexa com uma colher de pau. A seguir, as ervas, o suco de uva e o vinho. Mexa até engrossar. Deixe ferver para Reduzir até 40% do volume inicial, o que leva cerca de 20 minutos. Retire-se uma grelha da alcatra, fatie, arrume numa travessa e regue generosamente com o molho. A carne vai estar bem assada por fora, mas seu miolo ainda estará vermelho bem vivo, quase sangrando, acentuado pelo molho de vinho tinto. Apesar da aparência, para alguns não muito convidativa, esse é o seu ponto ideal de cozimento.

Sirva com arroz com brócolis.

Mãe é Mãe " Sensacional"

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Biografia "Confúcio"

Pouco se sabe acerca de Confúcio (Kung-fu-tzu). O sábio terá nascido em 551 a.C., no antigo principado de Lu, na moderna Xantum, descendente do clã dos Kong. Sabe-se que a família era de origem nobre, mas por circunstâncias desconhecidas a sua família era bastante humilde. Nessa época o regime imperial entrava em decadência. Conhecido como um jovem educado, cortês e justo. Viajou muito e estudou durante vários anos na capital imperial de Zhou, onde teve oportunidade de conhecer Lao Zi, o fundador do Daoismo. Casou-se aos 19 anos e ainda jovem, entrou para a administração estatal de Lu, alcançando o cargo de ministro da justiça. Deixou o cargo por não concordar com algumas das práticas, pois estava cansado das intrigas da Corte. Confúcio troca a vida política pelo ensino, tornou-se famoso como professor. Com a idade de 35 anos, viu a sua carreira de professor interrompida por uma prolongada e sangrenta guerra, conduzida pelo Duque Chao do estado de Lu. Terá sido durante esse período que Confúcio foi chamado a exercer funções políticas, por um breve período, como conselheiro político do Duque Chao. Confúcio começou a divulgar seus ensinamentos com a idade de 50 anos. Empreendeu longas viagens. Viajando e conversando, atraiu muitos discípulos, impressionados com sua sabedoria e a elevação de seu caráter. Suas idéias expandiram-se pelo país e logo por toda a China. Durante as suas viagens é preso e vê-se envolvido em lutas de senhores da guerra rivais. Viajou mais de dez anos por vários estados da China Imperial, servindo como conselheiro político. Após longa peregrinação, aos 69 anos, Confúcio retornou a sua terra natal, Lu, passando o resto dos seus dias a ensinar e a escrever. A partir da dinastia Han (206 a.C. - 220 d.C.), diversos governantes passaram a se inspirar nas idéias de Confúcio, para a organização da sociedade. O filósofo, porém, não deixou uma obra escrita sua: através de seus discípulos suas meditações foram recolhidas. Durante a dinastia Han foram compilados os chamados clássicos de Confúcio. Entre eles estão vários livros importantes da tradição cultural da China, como o "I-King" ou "I-Ching", "O Livro das Mutações", o "Chu-King", "O Cânone da História", o "Chi-King", "O Livro das Canções" e o "Li-King", "O Livro dos Rituais". O Templo de Confúcio, na cidade de Qufu, atual província de Xantung, tornou-se, através dos séculos, local de veneração. Sua filosofia ainda exerce imensa influência sobre o pensamento e a mentalidade chinesa nos dias de hoje. Confúcio é, ainda hoje, o mais influente filósofo chinês. Os adeptos de Confúcio estão espalhados por Taiwan, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Malásia e República Popular da China. Estima-se em mais de 400 milhões o número dos seus seguidores. Nasceu em 551 a.C. e terá morrido em 479 a.C. Viveu, portanto, 72 anos.
"A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido." Confúcio

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

BMW Gina " O carro de Pano"

GINA é o nome do mais novo carro conceito produzido pela BMW, apresentado no Museu da montadora, em Munique. Seria o “carro de pano” uma tendência de veículos no futuro?
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A cada dia que passa a produção de veículos tem aumentado espantosamente, o preço do aço cada vez mais alto, e os órgãos fiscalizadores obrigando as montadoras a criarem automóveis cada dia menos poluentes e degradantes ao meio ambiente. A BMW saiu na frente com um novo conceito de design que podemos chamar de “design orgânico“, no qual são utilizados materiais mais leves e reaproveitáveis.
Os faróis tanto traseiros quanto frontais, ficam escondidos de baixo do tecido quando não estão sendo utilizados e ao serem ativados, abrem-se como pálpebras, imitando os movimentos do olho humano.
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A carroceria do BMW Gina “carro de tecido da BMW” é toda formada por cabos e telas que lembra uma barraca de camping. Olhando as imagens até parece que o carro é frágil, porém os materiais empregados são super resistentes.
Capaz de mudar de forma, o BMW Gina tem seu chassi composto por cabos de alta resistência e barras de fibra de carbono. Com vários pequenos motores elétrico-hidráulicos sob o pano que possibilitam a mudança do formado da carroceria do carro.
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GINA tem o significado de “Geometria e funções em N adaptações”, nada melhor para descrever os recursos deste automóvel.

domingo, 13 de dezembro de 2009

sábado, 5 de dezembro de 2009

O que faz a Cachaça

Jeremias "Muito Louco"
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BARRIGA É BARRIGA... por Arnaldo Jabor

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.

Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna: A tartaruga com toda aquela lerdeza , vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede,bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros.
Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos. Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde... E viva o sedentarismo ocioso !!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso !!! Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA !! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA !!! O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO !!! VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP !!! Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem! E nunca se esqueçam: 'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal'

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Eagles Fly

Van Halen
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JOSÉ FELICIANO

"Que Sera"
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LOREENA McKENNITT

Novela "Viver a Vida" da Rede Globo
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Gibran Kahlil Gibran "O Poeta do Amor" 1883 - 1931

Biografia

Seu nome completo é Gibran Kahlil Gibran. Assim assinava em árabe. Em inglês, preferiu a forma reduzida e ligeiramente modificada de Khalil Gibran. É mais comumente conhecido sob o simples nome de Gibran.

1883 - Nasceu em 6 de dezembro, em Bsharri, nas montanhas do Líbano, a uma pequena distância dos cedros milenares. Tinha oito anos quando, um dia, um temporal se abate sobre sua cidade. Gibran olha, fascinado, para a natureza em fúria e, estando sua mãe ocupada, abre a porta e sai a correr com os ventos. Quando a mãe, apavorada, o alcança e repreende, ele lhe responde com todo o ardor de suas paixões nascentes: "Mas, mamãe, eu gosto das tempestades. Gosto delas. Gosto!" (Um de seus livros em árabe será intitulado Temporais).

1894 - Emigra para os Estados Unidos, com a mãe, o irmão Pedro e as duas irmãs Mariana e Sultane. Vão morar em Boston. O pai permanece em Bsharri.

1898/1902 - Vota ao Líbano para completar seus estudos árabes. Matricula-se no Colégio da Sabedoria, em Beirute. Ao diretor, que procura acalmar sua ambição impaciente, dizendo-lhe que uma escada deve ser galgada degrau por degrau, Gibran responde: "Mas as águias não usam escadas!"

1902/1908 - De novo em Boston. Sua mãe e seu irmão morrem em 1903. Gibran escreve poemas e meditações para Al-Muhajer (O Emigrante), jornal árabe publicado em Boston. Seu estilo novo, cheio de música, imagens e símbolos, atrai-lhe a atenção do Mundo Árabe. Desenha e pinta numa arte mística que lhe é própria. Uma exposição de seus primeiros quadros desperta o interesse de uma diretora de escola americana, Mary Haskell, que lhe oferece custear seus estudos artísticos em Paris.

1908/1910 - Em Paris. Estuda na Académie Julien. Trabalha freneticamente. Freqüenta museus, exposições, bibliotecas. Conhece Auguste Rodin. Uma de suas telas é escolhida para a Exposição das Belas-Artes de 1910. Nesse ínterim, morrem seu pai e sua irmã Sultane.
– Busto de Gibran no jardim do Museu Gibran, em Bsharri, Líbano.

1910 - Volta a Boston e, no mesmo ano, muda-se para Nova York, onde permanecerá até o fim da vida. Mora só, num apartamento sóbrio que ele e seus amigos chamam As-Saumaa (O Eremitério). Mariana, sua irmã, permanece em Boston. Em Nova York, Gibran reúne em volta de si uma plêiade de escritores libaneses e sírios que, embora estabelecidos nos Estados Unidos, escrevem em árabe com idênticos anseios de renovação. O grupo forma uma academia literária que se intitula Ar-Rabita Al-Kalamia (A Liga Literária), e que muito contribuiu para o renascimento das letras árabes. Seus porta-vozes foram, sucessivamente, duas revistas árabes editadas em Nova York: Al-Funun (As Artes) e As-Saieh (O Errante).

1905/1920 - Gibran escreve quase que exclusivamente em árabe e publica sete livros nessa língua: 1905, A Música; 1906, As Ninfas do Vale; 1908, Espíritos Rebeldes; 1912, Asas Partidas; 1914, Uma Lágrima e um Sorriso; 1919, A Procissão; 1920, Temporais. (Após sua morte, será publicado u m oitavo livro, sob o título de Curiosidades e Belezas, composto de artigos e histórias já aparecidas em outros livros e de algumas páginas inéditas).

1918/1931 - Gibran deixa, pouco a pouco, de escrever em árabe e dedica-se ao inglês, no qual produz também oito livros: 1918, O Louco; 1920, O Precursor; 1923, O Profeta; 1927, Areia e Espuma; 1928, Jesus, o Filho do Homem; 1931, Os Deuses da Terra. (Após sua morte serão publicados mais dois: 1932, O Errante; 1933, O Jardim do Profeta.) Todos os livros em inglês de Gibran foram lançados por Alfred A. Knopf, dinâmico editor norte-americano com inclinação para descobrir e lançar novos talentos. Ao mesmo tempo em que escreve, Gibran se dedica a desenhar e pintar. Sua arte, inspirada pelo mesmo idealismo que lhe inspirou os livros, distingue-se pela beleza e a pureza das formas. Todos os seus livros em inglês foram por ele ilustrados com desenhos evocativos e místicos, de interpretação às vezes difícil, mas de profunda inspiração. Seus quadros foram expostos várias vezes com êxito em Boston e Nova York. Seus desenhos de personalidades históricas são também célebres.

1931 - Gibran morre em 10 de abril, no Hospital São Vicente, em Nova York, no decorrer de uma crise pulmonar que o deixara inconsciente

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Willlian Shakespeare

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Receita Econômica "SOPA DE ALFACE"

 Sopa de alface
REGIANE LESTINGI vencedora do concurso Prato Campeão

· 1 pé de alface pequeno
· 1 litro de água
· 1 batata pequena picada
· 1 cebola pequena
· 2 colheres (sopa) de azeite
· 1 caixinha de creme de leite
· raspas de limão ( o pulo do gato)
· sal a gosto
· noz-moscada

Modo de preparo
Em uma panela frite a cebola picada no azeite, acrescente a água, a batata picadinha e as folhas de alface lavadas e rasgadas com a mão. Deixe ferver por mais 2 minutos, após bata tudo no lquidificador e retorne ao fogo para reaquecer por alguns minutos e deslique, em seguida acrescente o creme de leite e mexa para dar a cremosidade a sopa.
Sirva com torradas.

Fonte: Receita Minuto www.band.com.br

PROSA COM PATRÃO-VELHO

Parei diante da capela,
Tirei meu chapéu tapeado,
Abaixei minha cabeça
E meus joelhos se dobraram.
Ali falei com Patrão-Velho,
Sem minha boca mexer,
Contei-lhe tantas coisas,
E outras tantas pensei em dizer.

Eu ando por estes pagos
E como grulha que sou,
Faço coisas que não devo.
Na rinha, sou um guerreiro;
No rodeio, o primeiro no laço;
Não há ventana que não dome.
Nunca perdi queda-de-braço.
Da faca, eu tiro o fio;
Do trinta, o estardalhaço;
Não mamei em seio materno,
Por isso me chamam de guaxo.

Na empolgação campeira,
Eu esqueço meus limites.
Por china topo peleia,
Não gosto de gaudério mixe.
O trinta fala em seguida,
O vespeiro se espalha,
Num zumbido de balas;
O vivente recolhe os pelegos
E leva o pala de mortalha.

Tendo sanfoneiro,
Logo peço uma marca;
Se não tocar um xote,
Pois na dança eu sou guasca,
A gaita eu parto no meio
Pra que ninguém se divirta;
Eu tenho coceira no garrão
E almejo que alguém insista,
Nestas minhas gaudereadas,
Dos defuntos já perdi a lista.

Continuo teatino,
Gaudereando sem destino,
Pois a paixão em mim
Não quer acampar.
Agora, este meu peito,
Diante de Ti,
Chora com respeito;
E conversando com jeito
Pede uma orientação.
Eu não queria aceitar,
Sempre fui de desafiar,
E hoje, de joelhos,
Te peço perdão.

Patrão-Velho,
Esta prosa muito me custa;
Sabes que um orelhano
Não se entrega pro desengano,
Mas o relógio do tempo,
Como o urutau que não dorme
Enquanto a lua ilumina o céu,
Vai passando como vento;
E, assim como o candeeiro
Que clareia o galpão,
Estas noites de solidão,
Alumiam meus pensamentos.

Como ave fora do ninho,
Nestes pampas me criei sozinho.
Como um venta-rasgada,
Segui meu destino traçado
Sem respeitar aramados.
Agora, Patrão-Velho,
Aceita o perdão que pedi,
Pois oferto minha vida a Ti.
Permita-me que nestas coxilhas,
Junto com uma prenda farroupilha
Não surjam mais guaxos,
E, sim, peões com família.

Poesia de Luiz de Castro Bertol
27/05/1999

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Blues Angels

"Dreams - Van Halen"
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Clamor que vem do Sul

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Receita Rápida "BABY BEEF"

BABY BEEF

Ingredientes

· 1 miolo de alcatra
· Pimenta do reino
· Sal grosso
· Óleo de Soja




1º Corte o miolo da alcatra já toda limpo em medalhões de cerca de dois centímetros;



2º Passe sal grosso por toda a carne, dos dois lados;




3º Espalhe uma camada fina de óleo de soja por toda a carne;



4º Polvilhe toda a carne com pimenta do reino à gosto. Cuidado para não exagerar;
5º Depois de levar à grelha (30 centímetros da brasa) bem quente por 15 minutos (metade de cada lado), sirva acompanhado da salada de sua preferência.
Fonte: material fornecido por Cássio Fracalossi

Espaço Cultural

Guerra dos Cem Anos - 1° Parte

A expressão Guerra dos Cem Anos, surgida em meados do século XIX, identifica uma série de conflitos armados, registrados de forma intermitente, durante o século XIV e o século XV (1337-1453, de acordo com as datas convencionais), envolvendo a França e a Inglaterra.[1] A longa duração desse conflito explica-se pelo grande poderio dos ingleses de um lado e a obstinada resistência francesa do outro. Ela foi a primeira grande guerra européia que provocou profundas transformações na vida econômica, social e política da Europa Ocidental. A França foi apoiada pela Escócia, Boêmia, Castela e Papado de Avignon. A Inglaterra teve por aliados os flamengos e alemães e Portugal. A questão dinástica que desencadeou a chamada Guerra dos Cem Anos ultrapassou o caráter feudal das rivalidades político-militares da Idade Média e marcou o teor dos futuros confrontos entre as grandes monarquias européias.



Os atritos
Historiograficamente é registrada entre 1334 a 1452. As suas causas remotas prendem-se à época em que o duque da Normandia, Guilherme, o Conquistador, se apoderou da Inglaterra em 1066. Desde Guilherme, os monarcas ingleses controlavam extensos domínios senhoriais em território francês, ameaçando o processo de centralização monárquica da França que se esboçava desde o século XII. Durante os séculos XII e XIII, os soberanos franceses tentaram, com crescente sucesso, restabelecer sua autoridade sobre esses feudos.
No
século XII, o rei Henrique II da Inglaterra se casou com Leonor da Aquitânia e, segundo as tradições feudais, tornou-se vassalo do rei da França nos ducados da Aquitânia (Antiga Guiena, Guyenna ou Guyenne) e Gasconha. Desde então as relações entre os reis da Inglaterra e França foram marcadas por conflitos políticos e militares. Isso culminou na questão da soberania sobre a Gasconha. Pelo Tratado de Paris (1259), Henrique III de Inglaterra abandonara suas pretensões sobre a Normandia, Maine, Anjou, Touraine e Poitou, conservando apenas a Gasconha. Os constantes conflitos vinham pelo fato do rei inglês, que era duque da Gasconha, ressentir-se de ter de pagar pela região aos reis franceses e de os vassalos gascões frequentemente apelarem ao soberano da França contra as decisões tomadas pelas autoridades inglesas na região.
As influências francesa e inglesa em
Flandres (atual Bélgica e Países Baixos) eram também opostas, pois os condes deste território eram vassalos da França e, por outro lado, a burguesia estava ligada economicamente à Inglaterra. Além do intenso comércio estabelecido na região, Flandres era importante centro produtor de tecidos, que consumia grande parte da produzida pela Inglaterra. Essa camada urbana vinculada à produção de tecidos e ao comércio posicionava-se a favor dos interesses ingleses e portanto, contra a ingerência política francesa na região. Resolveram, flamengos e ingleses, estabelecer uma aliança, que irritou profundamente o rei da França, também interessado na região.


Retrato do monarca inglês Eduardo III.
O estopim dos conflitos se deu com o problema sucessório resultante da morte do terceiro e último filho de Filipe IV, o Belo, Carlos IV, em 1328. Entre os possíveis sucessores estavam: o rei inglês Eduardo III, da dinastia Plantageneta, neto do falecido monarca pelo lado materno, detentor dos títulos de duque de Guyenne (parte da Aquitânia, no sudoeste da França) e conde de Ponthieu (na região do canal da Mancha); e o nobre francês Filipe, conde de Valois, sobrinho de Filipe IV, o Belo, pertencente a um ramo secundário da família real. As pretensões dos dois foram examinadas por uma assembléia francesa que, apoiando-se na Lei Sálica, segundo a qual o trono não poderia ser ocupado por um sucessor vindo de linhangem materna, inclinou-se para o candidato nacional, aclamando o sobrinho, Filipe de Valois, com o título de Filipe VI. O rei inglês não discutiu a decisão, reconhecendo Filipe VI em Amiens em 1329.
O
Conde de Nevers, regente de Flandres desde 1322, prestou juramento de obediência ao seu suserano Filipe VI, decisão que poderia paralisar a economia flamenga.
Eduardo III, após a intervenção de Filipe VI em Flandres apoiando o
conde contra os amotinados flamengos, suspende as exportações de lãs. A burguesia flamenga forma um partido a favor do rei de Inglaterra incitando-o a proclamar-se rei de França. Assim Eduardo III, instigado por Jacques Artervelde - rico mercador que já havia liderado uma rebelião na cidade flamenga de Gante - e temendo perder o ducado francês de Guyenne - mantido como feudo de Filipe VI -, repudiou o juramento de Amiens e alegou a superioridade de seus títulos à sucessão.
Os franceses acusavam os ingleses de desenvolverem uma política expansionista, percebida pelos interesses na Guyenne e em Flandres. Já os ingleses insistiam em seus legítimos direitos políticos e territoriais na França. Embora tenham ocorrido crises anteriores, em geral, a data de
24 de maio de 1337 é considerada como o início da guerra: nesse dia, após uma série de discussões, Filipe VI, cônscio da grave ameaça que representava para seus domínios a existência de um ducado leal à coroa inglesa, apoderou-se de Guyenne. Eduardo respondeu imediatamente: não reconheceu mais "Filipe, que dizia ser rei da França", e ordenou o desembarque de um exército em Flandres. Iniciava-se a Guerra dos Cem Anos. A situação se deteriorou diante do auxílio francês à independência da Escócia nas guerras que Eduardo III e seu pai haviam iniciado contra os reis escoceses para ocupar o trono desse país.
Fonte wikipédia