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domingo, 6 de março de 2011

NOVO VIRUS "Metade dos homens pode ter infecções por HPV"

Segundo um novo estudo, metade dos homens na população em geral podem estar infectados com o papilomavírus humano ou HPV, o vírus da verruga humana.
A infecção por HPV é mais conhecida como a principal causa de câncer cervical, o segundo câncer mais comum em mulheres em todo o mundo. Mas várias estirpes de HPV também causam câncer anal, na cabeça, no pênis e no pescoço.
Os pesquisadores estudaram as taxas de infecção entre mais de 1.100 homens com idades entre 18 e 70 anos, nos Estados Unidos, Brasil e México, para obter um retrato da evolução natural da infecção pelo HPV nos homens.
Os resultados: existe uma elevada proporção de homens com infecções genitais por HPV – 50%.
A equipe também descobriu que a taxa na qual os homens adquirem novas infecções por HPV é muito semelhante à das mulheres. Além disso, cerca de 6% dos homens por ano terão uma nova infecção por HPV 16, a estirpe conhecida por causar câncer cervical em mulheres e outros tipos de câncer em homens.
Isso leva ao debate da vacinação de homens e meninos, que impediria alguns destes cânceres. Nos EUA, a recomendação já existe para meninas e mulheres jovens (entre 11 e 26 anos), mas alguns temem que a vacina seja muito cara para justificar seu uso nos homens, também.
As vacinas feitas hoje já oferecem proteção contra a estirpe do vírus HPV que afeta os homens. Segundo os pesquisadores, a biologia parece ser muito semelhante para ambos mulheres e homens.
O que é diferente é que os homens parecem ter alta prevalência de infecções genitais por HPV durante a vida. E as mulheres parecem mais capazes de “curar” uma infecção pelo HPV, especialmente à medida que envelhecem. Os homens parecem não ter esta mesma capacidade.
Segundo especialistas, este estudo destaca a alta incidência de infecção por HPV em homens, o que enfatiza seu papel na transmissão do HPV para as mulheres, também. No entanto, enquanto os médicos podem vacinar meninos e homens com idades entre 9 a 26 anos se acharem necessário, os agentes de saúde americanos se recusam a recomendar a vacinação de rotina para o sexo masculino.
A conclusão dos pesquisadores é que o estudo certamente reforça o argumento para a vacinação dos homens, tanto para sua própria proteção, quanto de suas parceiras ou parceiros.